“LATAS NA CIDADE”

Eu não sou uma lata, sou uma câmara fotográfica! Usa-me!

Um projeto do ateliê Imagerie – Casa de Imagens

Esta é uma atividade que se desenvolve a partir da relação espontânea da comunidade com o território, através da distribuição pela cidade de latas transformadas em câmaras fotográficas estenopeicas (pinhole), com o rótulo: “Eu não sou uma lata, sou uma câmara fotográfica! Usa-me!” e as instruções de utilização.
Esta atividade tem como objetivo a divulgação da fotografia pinhole e do seu significado no contexto da sociedade contemporânea como prática artística.
O interesse na fotografia estenopeica parte da procura de formas de questionar a produção fotográfica contemporânea, da era do imediato, do digital e descartável, e apontar caminhos para uma forma diferente de criação de imagens, que promova uma reflexão mais profunda sobre este meio de expressão, explorando a tangibilidade, a partilha de conhecimento e a proximidade.
O objetivo é criar uma obra coletiva, à escala da cidade, que espelhe a forma como os participantes veem a fotografia e de que forma esta se pode relacionar com o território – do ponto de vista do habitante, que reflete sobre os lugares familiares e sobre os seus hábitos, e também do ponto de vista do visitante, que refletirá sobre um lugar desconhecido.
Além de Lisboa, onde nasceu em abril de 2012, o projeto Latas na Cidade foi desenvolvido em Amarante, Barreiro (2012, 2013, 2014, 2016), Coimbra, Setúbal, Águeda, Parede, Greenfest (Estoril), Arruda dos Vinhos e em Viena, na Áustria.

* A fotografia pinhole (do inglês “furo de alfinete”), ou estenopeica, em português é uma técnica fotográfica sem recurso a lentes, que despoja a câmara de todos os acessórios “supérfluos”, criando imagens com o mínimo de recursos possível – basicamente, é a fotografia na sua essência.


“CANS IN THE CITY”

I am not a can, I’m a photography camera! Use me!

A project by Imagerie – Casa de Imagens

This is an activity that develops from the spontaneous relationship of the community with its territory, with the distribution throughout the city of cans that were transformed into pinhole cameras, in which the label reads: “I am not a can! I’m a photographic camera. Use-me!” and simple instructions of use.
The activity’s objective is to promote pinhole photography and its meaning as an artistic practice within the contemporary society.
The interest in pinhole photography comes from the search for ways to question the contemporary photographic production, in the age of the immediate, the digital and the disposable, and set paths for a different way of creating images that promotes a deeper reflection over this means of expression, exploring tangibility, sharing of knowledge and proximity.
The goal is to create a collective work on a city scale, that resonates the way participants see photography and how photography can relate to territory – from the resident’s point of view, that reflects on its familiar places and habits, and also the visitor’s point of view, who will work around unknown places and customs.
Besides Lisbon, where it was born back in april 2012, Cans In The City project has been developed in Amarante, Barreiro (2012, 2013, 2014, 2016), Coimbra, Setúbal, Águeda, Parede, Estoril (Greenfest), Arruda dos Vinhos and Vienna (Austria).

* Pinhole photography is an alternative photographic technique in which the camera has no lens and is stripped of any “unnecessary” accessories, returning to its absolute essence: the camera obscura.

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